28.8.10

Leitura para o bom debate

No próximo encontro da disciplina haverá um debate - a partir de questões selecionadas entre as apresentadas pelos próprios alunos - em torno do artigo "O futuro da escola do passado", de Carlos Nogueira Fino, professor associado do Departamento de Ciências da Educação da Universidade da Madeira, em Portugal.

Schooling for Tomorrow - The Starterpack: Futures Thinking in Action

Vivemos em um mundo cada vez mais global. Isso traz muitos desafios e problemas. 
Mas, por outro lado, também facilita muito a aprender com pessoas e instituições de outros países sobre as áreas de interesse comum.
Por intermédio da partilha de saberes entre interessados em questões da educação de diferentes países podemos compreender os novos desenvolvimentos e identificar boas práticas na educação.
Esse é o cerne do projeto “Schooling for Tomorrow” do Centre for Educational Research and Innovation - CERI -  da Organization for Economic Co-Operation and Development - OECD.

São análises de especialistas, estudos de caso, relatórios sobre os países e publicações relacionadas ao ensino e aprendizagem que podem ajudar a moldar o futuro da escola.
Para introduzir estas ideias a um público mais amplo, o SFT desenvolveu um pacote básico de documentos, disponíveis on-line.


O pacote compreende 5 documentos, que podem ser baixados gratuitamente.
Parte 1 - Getting started: Futures thinking in education
Parte 2 - What is shaping the future of schooling? : Trends and their implication in education
Parte 3 - What might schooling look like in the future? Scenarios for further reflection
Parte 4 - How to go about it?: Some tools to shape the future
Parte 5 - Futures thinking in action: Some practices and lessons learnt


Há a opção de baixar o pacote por inteiro. Basta clicar aqui.

Escola de ontem. E amanhã?

No encontro da disciplina na última quinta-feira, o propósito foi mostrar a relação entre a escola e as circunstâncias do mundo e da sociedade na qual se encontra, desde a Idade Média até a Idade Mídia.

Em um entrevista, Alvin Toffler e sua esposa Heidi falam da educação e do sistema educacional que preparam as crianças para ontem, não para amanhã.


Segundo o Artigo 26 da Declaração dos Direitos Humanos, "os pais têm prioridade de direito na escolha do gênero de instrução que será ministrada a seus filhos".

A questão que fica é: Os pais têm mesmo opções de educação, além da possibilidade, que não é de todos, de escolher entre escola paga e escola gratuita?

Por que professores e escolas não caem nas redes sociais?

Redes sociais virtuais, professores e alunos

Notícia publicada no último dia 25 de agosto no Caderno TEC, da Folha de São Paulo, na coluna Redemoinho.

27.8.10

O Twitter da/na disciplina. Uma experimentação.

Ao longo da disciplina faremos uma experimentação com o Twitter. A proposta é utilizá-lo como espaço de expressão de idéias e reflexões no debate dos temas da disciplina.
Deveremos instalar um roteador de rede wireless na sala de aula. Assim, os alunos que para ali levarem seus notebooks ou netbooks poderão “tuitar” durante a própria aula.
O Twitter da disciplina está em http://twitter.com/estpucminas.

Prá que serve a escola?

Prá quem quer rever, o vídeo que fechou a apresentação da aula de ontem.

11.8.10

Textos para leitura. Pós-modernidade e escola são o tema

Após assistirem o filme Blade Runner, o Caçador de Andróides, dirigido por Ridley Scott, onde procuraram identificar aspectos que marcariam a pós-modernidade, os estudantes deverão envolver-se em um debate sobre o que pode significar a função [social] da escola em uma sociedade pós-moderna.
A leitiura de alguns textos é  recomendada como referências para o debate.





31.1.10

Magistério. Carreira para poucos, muito poucos

Como diz Gilberto Dimenstein, em sua coluna hoje na Folha de São Paulo, não é de se admirar que muitas vagas nos cursos  de Pedagogia e das licenciaturas não sejam preenchidas. O cenário da educação brasileira, notadamente a pública, não anima jovens a seguirem a carreira de professor.  Ainda assim, o MEC insiste em licenciaturas a distância, oferecendo milhares de vagas - como se falta de vaga fosse a razão da falta de professores em salas de aula - ainda que especialistas reprovem essa formação.
Com uma ou outra exceção - claro, sempre há exceções - a profissão docente acabará sendo o caminho quando nenhum outro mais restar.
E daí vem novo problema, uma ameaça à qualidade educacional que se busca, ao menos no discurso: os futuros professores acabam sendo recrutados dentre alunos com piores notas na Educação Básica, em sua maioria absoluta egressos da escola pública, a da progressão/promoção automática.
Portanto não cabe surpresa alguma quando quase metade dos professores é reprovada [por não alcançar apenas 50%, não os 60% de rendimento usuais na escola] em uma prova que versou sobre os conteúdos que deverão [sim, alguns estarão em salas de aula, ameaça a Secretaria de Educação de São Paulo] ensinar.
Uma pesquisa idealizada pela Fundação Victor Civita e realizada pela Fundação Carlos Chagas junto a concluintes do Ensino Médio mostra como a carreira do magistério em nada atrai os futuros alunos do ensino superior; apenas 2% deles querem ser professores. Quando se oolha para os alunos das escolas particulares, a "nata", esse índice chega a praticamente zero.
É interessante ver, na pesquisa, que um terço dos alunos pensou em ser professor. Mas logo, logo desistiram, antes mesmo do vestibular. Os motivos? Falta da valorização profissional, salários baixos e rotina desgastante. Assim, decidem ser advogados, médicos e engenheiros. É o Brasil Colônia que se mantém. Distante do tempo em que seremos de fato uma nação para se orgulhar. Isso acontecerá no dia em que novamente perguntarem a  jovens o que querem ser quando crescerem e uma boa parte deles, quem sabe a maioria, disser orgulhosamente: Professor.
A versão preliminar da pesquisa "Atratividade da carreira docente no Brasil" está disponível on-line. Basta clicar aqui para ter o documento em arquivo PDF.
A imagem é do blog" Crescer dá trabalho".