5.12.12

Redes sociais e escola

No próximo dia 6 de dezembro, as redes sociais [virtuais] e a escola serão o tema da aula.

A nada desprezável ampliação do uso das redes sociais - uma lista das quinze principais está disponível - favorecida pelo uso de tecnologias móveis, em especial os chamados smartphones, ocupa muito da discussão sobre a internet na vida cotidiana das pessoas.

Notadamente em países como é o caso dos Estados Unidos, professores começam a se envolver mais efetivamente com a chamada mídia social.

Por tudo isso, é natural que pessoas com atividades no campo da educação comecem a se (pre)ocupar em discutir um papel significativo das redes sociais virtuais na escola.

Mas será que de fato essas redes estarão nas escolas? Ou as escolas irão para as redes?
Os professores estarão construindo relações com seus alunos em espaços como o Facebook? Farão dele ou de outras redes novos espaços para a aprendizagem, ampliando a sala de aula no tempo, para fora da escola, ainda que isso signifique mais trabalho? Ou ali apenas procurarão ser amigos dos alunos? Compartilhar o Facebook ou qualquer outra rede com os alunos será estratégia para o professor "se enturmar"?

Claramente são várias as inquietações, principalmente daqueles que não querem ver essa possibilidade como mais um modismo quando se fala de internet e escola.

Por outro lado, a escola é, por natureza, rede social.

E é interessante ver os tantos potenciais que alguns pensam para as redes sociais virtuais na educação quando tantas oportunidades são perdidas nas relações que acontecem nas redes normais, naturais da escola.

Será a internet esse espaço mágico que permite formas de relacionamento que poderiam acontecer na velha sala de aula de tijolos, mas não acontecem?

Dois textos são referenciais  na preparação para a conversa em aula.

Um deles é o texto "The Law of Rule: Centralized, Decentralized and Distributed Systems", que aborda os sistemas conforme propostos por Paul Baran.

Outro é o artigo "Redes sociais virtuais. Terão elas espaço na escola?", do Professor Simão Pedro P. Marinho, que integra o livro "Convergência e tensões no campo da formação e do trabalho docente: avaliação educacional, educação a distância e tecnologias da informação e comunicação, educação profissional e tecnológica, ensino superior, políticas educacionais organizado por Ângela Dalben, Júlio Emilio Diniz Pereira, Leiva de Figueiredo Viana Leal e Luciola Licinio de Castro Paixão Santos e publicado pela Autêntica.

27.11.12


Conectivismo na educação on-line
Utiliza-se o computador para quase todas as atividades cotidianas. As redes de relacionamentos, a transmissão de dados via internet, as possibilidades de comunicação imediata dentre outras vêm demonstrar que os avanços tecnológicos permitem o rompimento do espaço e do tempo
A utilização das tecnologias torna-se cada dia mais complexa, mas pode propiciar a diversificação do saber e do conhecimento e se utilizadas de forma correta trazem inúmeras vantagens.
A educação on-line apoiada no Conectivismo exige dos professores um comprometimento com o ensino-aprendizagem, assim como, ele deve conhecer as possibilidades e modalidades do uso das tecnologias de informação e comunicação no processo educativo.
A experiência tem sido um bom mestre do conhecimento. Reconhecer as inter-conexões, as conseqüências da tecnologia nas operações cognitivas, analisar as redes sociais, compreender que algumas inter-relações fracas podem ser exploradas e fortalecidas  faz-se mister na construção de novas estruturas mentais que modificam o conhecimento
Por fim pode-se afirmar que há um reflexo dessa sociedade tecnológica diretamente nas demandas organizacionais e neste contexto é necessário repensar e redimensionar o processo ensino-aprendizagem diante da nova economia que se apresenta, dos avanços tecnológicos e do crescimento da informação sem fronteiras.

22.11.12

Conectivismo: teoria da aprendizagem para a Era Digitall


O conectivismo, teoria da aprendizagem para a Era Digital, defende a ideia de que o conhecimento está no mundo mostrando a influência da tecnologia na forma como as pessoas vivem, se comunicam e como elas aprendem. Segundo essa teoria o processo de aprendizagem é contínuo e constante e faz parte da vida cotidiana.

Diferente do construtivismo de Piaget e do construcionismo de Papert, no conectivismo a aprendizagem pode estar fora do indivíduo de modo que, em muitos casos ele é impulsionado a agir sem ter o domínio de determinado assunto.

Existem controvérsias em relação ao reconhecimento do conectivismo enquanto uma teoria da aprendizagem, no entanto, é inegável que ele fornece aspectos sobre o aprendizado de habilidades e competências necessárias aos alunos da nova Era Digital.